paixão rasgada

O gesto que não vi deixou-me inquieta,
remexida, rasgada pela insegurança afiada
dessa navalha chamada insatisfação.
Queria falar mas sem razão,
queria sentir mas sem lugar…
…Quis voltar mas sem chão,
quis mudar mas sem tentar…
E eis que me sopra o vento na entranha mais doce do meu ser,
e eu sem perceber já de mim fazia parte
aquela navalha afiada me feria,
aquela navalha em mi’a pele fazia arte.
A dor que me doía
seria doce de algodão,
pois tanto quanto ardia,
quanto de mim me pedia,
mais eu lhe dava perdão.
E foi assim por momentos,
breves instantes até…
Pois logo tanto quanto rasgava,
a navalha se pôs de pé.
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