Um fogo de vida no peito

Encontrei a minha vida
povoada por barulhos
indiscretos, negros
ruidosos,
remendos embrulhos
que nunca quis ter,
não queria ouvir,
não queria resolver.
Sonhava com silêncios calmantes
paradisíacos
amantes
dos ouvidos das minhas
mentes cúmplices das veias do meu corpo:
– se mexem devagar elevando somente
a teia
ríspida e meiga
das arestas do meu respirar.
Encontrei a minha vida e parei-a.
Pairei sobre ela voando nos círculos do tímpano interno insatisfeito.
Soprei-lhe um sopro de morte nos ouvidos.
E ela atiçou-me um fogo de vida no peito.
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