Triste Amante

De noite fazias silêncio.
Mexias no vento debaixo da casa onde moravas.
Deixavas os lenços voarem sozinhos
– apagados e enxotados no canto,
Deste quarto jamais chamado de teu.

De noite voavas sozinho.
Por entre as sombras das nuvens mais escuras
E por baixo dos céus mais longínquos
E por cima de mim – me deixavas
Acompanhada pelo chão a que me condenavas.

Mas a meio do dia tu vinhas.
E me davas a luz do sol brilhante
E os teus beijos me chamavam de gente
E os teus braços me amarravam doente
E sempre que de volta te abraçava eu:
fugias, aclamando o meu amor de triste amante.

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