Colhido no peito

Um sabor me amargura a
boca prensada e seca.
Não sei o que sentir ou
falar, quando os pés que andam me
machucam a cabeça que pensa – quieta.
Tatuo o corpo contigo.
Todo o meu corpo contigo.
E atas-me pelos braços lisos
e brancos
esguios,
tardios
do teu abraço tão quente.
Deixo-me laçar pela vontade
de te abraçar mais loucamente,
persistente dos meus
sentidos:
calafrios de amor ardente.
Deixo-me percorrer no
peito escuro,
maduro,
de saliente caroço dormente.
E é no teu peito que me esfumo,
com este fumo – invisível desfeito.
E é no teu peito colhido,
amarelecido, sustento perdido:
que me deixo colher no peito.

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