A quinta essência

Abrigo em mim o meu escravo
e o meu senhor:
o meu súbdito
e o meu professor.
A minha liberdade contida
e a minha fraqueza chorada.

No meu corpo dão as mãos: com as pernas
Na minha alma se fundem: nesta teia armada.
Nesta guerra esgotada.

Fugirei, então – em busca da água
e do vento
e do fogo
e da terra
e da paz.
Encontrarei, então – a quinta essência
e a Mãe
e o Pai
e o outro
e os outros.
Darei comigo contigo
enrolados num espaço – sem tempo
numa espiral – sem arestas
numa quadrada – sem género
numa estrada – sem fundo
num sentimento – efémero.

E aí, meu corpo é o meu mundo

E a tua alma – a minha ilha.
E o teu nome – a minha Natureza desnuda.

Texto de Diana Carvalho
Fotografia de Jorge Caldas Santos
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One thought on “A quinta essência

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